Dente-de-sabre (Smilodon populator)


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Bestiário


Nomes alternativos: dente-de-sabre, quicetanha (português), quicetãi (tupi e guarani), sabertoothed tiger (inglês)

Comprimento médio: machos, 2,3 m (mais 30 cm de cauda), fêmeas, 2,1 m (mais 30 cm de cauda). Altura média: 1,20 cm

Massa média: machos 400 kg (+6), fêmeas 300 kg (+5)

Hábitat: cerrados da América do Sul, de 1.600.000 a.C. a 9.000 a.C.

Inteligência Abstrata: -10; Inteligência Concreta: -6; Resistência: +2; Proteção: 0; Tamanho: +1; Saúde: +2; Mobilidade: +1; Furtividade: +5; Sentidos: +4 (Olfato: +8;  Audição: +4; Visão: 0); Dificuldade de treinamento: +3.

Habilidades: Força: macho +12, fêmea +11; Combate: +3; Esquiva: 2½; Salto: +6; Natação: +3; Corrida (curta): +7/+14; Preparo físico: +2; Caça: +3.

Manobras de combate: Morder (4 / 5); Arranhar (3 / 3½); Patada (2½ /2½, somente macho); Bote.


Características

O primeiro registro deste fóssil, também chamado de Smilodon neogaeus, foi feito pelo paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund no Brasil, mais precisamente nas cavernas de Lagoa Santa, MG, em 1842. Deve seu nome a seus dois enormes caninos serrilhados, cada um deles com 18 cm. Seu corpo extremamente musculoso e atarracado sugere força tremenda, mas agilidade e velocidade inferiores à dos grandes felinos modernos. Tinha dificuldade em mudar de direção, já que nos felinos a cauda desempenha um papel importante no controle da direção durante a corrida.

O dente-de-sabre abria suas mandíbulas com um ângulo de mais 120º e procurava matar com uma mordida certeira na garganta, evitando o risco de partir os preciosos caninos no choque contra os ossos. Como importantes veias e artérias passam pelo pescoço levando sangue oxigenado para o cérebro, quando os dentes cortavam essas estruturas, a presa morria em questão de segundos. Suas principais presas eram o Macrauchenia (ver Ajuraçu) e as grandes preguiças terrestres (ver Mapinguari). É provável que utilizassem seu tamanho avantajado e seus dentes impressionantes para intimidar outros carnívoros e roubar-lhes a presa abatida. O cérebro era cerca de 50% menor que o de felídeos modernos, sugerindo inteligência inferior.

Conviveu com os primeiros humanos a chegar ao continente americano por algumas dezenas de milhares de anos, competindo por presas e territórios. Muitas vezes tomaram seres humanos como presas, matando-os e devorando-os: foram encontrados crânios humanos perfurados por dentes-de-sabre. Provavelmente extinguiu-se devido ao desaparecimento dos grandes animais das Américas, extintos, por sua vez, por caçadores humanos.

Vivia em pradarias e cerrados. Sendo um animal de emboscada, é correto supor que dependesse de camuflagem. Para esse tipo de ambiente os padrões mais coerentes são a cor alaranjada, como a do leão atual, ou um padrão malhado, como os leopardos e as onças pintadas. Os ossos da garganta são semelhantes aos dos leões, o que sugere que rugiam como eles.

Também podem ter vivido em bandos com estrutura semelhante aos dos atuais leões. A base do grupo seriam as fêmeas, todas aparentadas, juntamente com seus filhotes. Os machos seriam líderes ocasionais, que podiam ser depostos por novos pretendentes. Podem ter possuído jubas, úteis para identificá-los, para diferenciá-los das fêmeas e para amortecer as patadas que os machos costumam trocar quando disputam o harém.

Tais grupos de dentes-de-sabre podiam fazer caçadas cooperativas contra grandes presas; emboscavam-nas, abatiam-nas e dividiam a melhor carne, deixando os restos para animais carniceiros. Dentes-de-sabre solitários (geralmente machos jovens ou derrotados e combate) podiam fazer emboscadas individuais e saltar sobre as vítimas. Depois de subjugá-las, a carregavam para lugar seguro e, se sobrava carne, guardavam a carcaça para o dia seguinte.

O Bote tem alcance de 3 metros; se acertar a presa com margem de um grau (teste Combate do dente-de-sabre contra a Esquiva da presa), abocanha a garganta e mata automaticamente. Se empatar, abocanha a presa em outra parte do corpo que não a garganta; se a Resistência ou Proteção da presa for igual ou superior a +2, faça um teste de Combate contra a Resistência ou Proteção da presa; se falhar, o dente-de-sabre está preso num osso ou na couraça da vítima e tem de fazer novo teste a cada turno até conseguir se libertar; se falhar por uma margem de 3 ou mais, o dente se quebra. A fera se solta, mas está fora de combate. Dentes-de-sabre nessas condições normalmente estão condenados a morrer de fome e seu desespero pode levá-los a tentar caçar animais de fazenda e seres humanos.

Dentes-de-sabre nunca atacam animais obviamente encouraçados, como os tatuçus e jabutiçus. Quando solitários, podem ser facilmente intimidados por tapiruçus e mamutes adultos ou pelos grandes uiratuxauas; em grupo, são mais confiantes. Normalmente não caçam os humanos, mas também não os temem.


Outras espécies

 Existiram na América do Norte duas espécies menores do gênero Smilodon, que caçavam bisões, rinocerontes lanosos e filhotes de mamutes e mastodontes. Surgiram mais cedo (5.000.000 a.C.), mas se extinguiram na mesma época.


O Brasil dos outros 500

No Brasil dos outros 500, os dentes-de-sabre Smilodon populator são raros, mas estão presentes no cerrado brasileiro. Caçam mapinguaris, tanhaparas, ajuraçus, capivaruçus e filhotes de tapiruçus. Ocasionalmente, invadem fazendas para atacar seres humanos e bovinos. Smilodon fatalis pode ser encontrado no noroeste da Colômbia do Norte, caçando bisões e filhotes de mamute.


Atlântida

No universo de Atlântida, os dentes-de-sabre são encontradas em todo o Continente Ocidental (aproximadamente correspondente às Américas).


Solidariedade Galáctica

No Universo da Solidariedade Galáctica, os dentes-de-sabre continuam a existir com a mesma distribuição do Brasil dos outros 500.